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Este blogue serve para acompanhar o que se passa na União Europeia relacionada com fundos comunitários.
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Comissão revela planos para aumentar o público da cultura
A Comissão Europeia vai revelar amanhã os seus novos planos para colocar o público e os artistas no centro do seu novo programa Europa Criativa para os setores culturais e criativos. A criação de novos públicos será o foco principal dos projetos apoiados através do fundo proposto da UE de 1,8 mil milhões de euros, que irá abranger e fortalecer os programas Cultura e MEDIA (cinema) já existentes, irá ainda lançar um plano de garantia de empréstimo para impulsionar os bancos na ajuda às PME dos setores culturais.
Androulla Vassiliou, a Comissária Europeia responsável pelo pelouro da educação e da cultura, afirmou: «É
necessário fazer mais para atrair o público para a cultura europeia e para proteger a diversidade. Para o fazer de forma eficiente, temos de ajudar os artistas e outros profissionais a construir novos públicos, nos seus países de origem e fora deles, a reavaliar a sua relação com o público já existente. Se pretendemos incluir um público mais jovem na cultura, temos de pensar de novo sobre a melhor forma de o fazer. Se não abordarmos este assunto com seriedade, corremos o risco de deteriorar a nossa diversidade cultural e os seus benefícios para a economia e a inclusão social.»
A Comissão irá delinear os seus planos para a criação de novos públicos na conferência «Cultura em Movimento» de 2012 em Bruxelas, que reúne quase 1.000 representantes dos setores culturais e criativos. O evento de três dias, que tem início hoje com uma sessão sobre o impacto das Capitais Europeias da Cultura, irá exibir 23 projetos, maioritariamente apoiados pelos programas Cultura e MEDIA da UE, que proporcionam exemplos inspiradores de como chegar a um público mas vasto e mais diversificado.
Contexto
Público Europeu: horizonte de 2020 e depois
«Público Europeu: horizonte de 2020 e depois» será o foco da conferência «Cultura em Movimento» (local: The Egg Theatre, Rue Barra/Barastraat 175, 1000 Bruxelas) nos dias 16 e 17 de outubro. Exemplos da noção de criação de novos públicos e como tal pode tornar a cultura e as artes mais amplamente acessíveis serão apresentados por, entre outros:
- Ian Christie, Presidente da Europa Cinemas (apoiada pelo programa MEDIA da UE desde 1992, atua em 629 cidades espalhadas por 68 países num total de 1111 cinemas): «É uma questão de ligar o público ao que este pensa ao invés de lhe dar algo que este aceite ou rejeite. Estamos interessados apenas em intensificar a experiência dos filmes europeus.»
- Gerald Harringer, Exchange Radical Moments! Live Art Festival (apoiado pelo Programa Cultura da UE e que abrange organizações da Áustria, da antiga República Jugoslava da Macedónia, Itália, República Checa e Alemanha: «Com o Live Art Festival, estávamos não só a transpor as fronteiras entre países, mas também a quebrar as fronteiras tradicionais que existem entre os papéis do artista e do público. Queríamos transformar o público num parceiro e os espetadores em participantes.»
- Airan Berg, I like to move it move it, apoiado por Linz09, Capital Europeia da Cultura: «É altura de repensar o nosso diálogo com o público e de evitar os perigos da exclusão e da simples indiferença, mesmo entre aqueles que têm possibilidades financeiras para vir. A nossa abordagem centra-se no envolvimento. O desenvolvimento do público acontece quando as pessoas ficam entusiasmadas por estarem a ser envolvidas.»
Capitais Europeias da Cultura
As Capitais Europeias da Cultura estarão hoje (15 de Outubro) em destaque e haverá oportunidade para a troca de boas práticas entre os representantes das Capitais Europeias da Cultura do passado, do presente e do futuro. Todos os anos, duas cidades são selecionadas como Capitais Europeias da Cultura para realçar a diversidade da cultura europeia e o impacto do investimento cultural inteligente no desenvolvimento sustentável das cidades. Lançada em 1985, a iniciativa tornou-se uma das histórias de sucesso mais visíveis da União Europeia, chegando a milhões de cidadãos.
Setores culturais e criativos
Os setores culturais e criativos contribuem para cerca de 4,5% do PIB da UE e representam 8,5 milhões de
empregos. Apesar de estes setores se mostrarem relativamente resistentes à crise, também enfrentam desafios consideráveis em consequência da mudança para o digital, da globalização e da fragmentação do mercado a nível cultural e linguístico.
O apoio da UE à cultura permite que milhares de organizações, artistas e profissionais da cultura se encontrem, troquem impressões, aprendam entre si e, em última instância criem, façam digressões e atuem juntos em diferentes países europeus.
A Comissão propôs um novo programa chamado «Europa Criativa» para reforçar a competitividade destes setores e para promover a diversidade cultural. A Comissão prevê um orçamento total no montante de 1,8 mil milhões de euros para o programa «Europa Criativa» para o período 2014-2020, o que representa um aumento de 37 % em comparação com os atuais níveis de financiamento. O programa vai providenciar financiamento para a tradução de mais de 5.000 livros; também vai apoiar 8.000 organizações culturais e permitir a 300.000 artistas, profissionais da cultura e aos seus trabalhos operar fora de fronteiras e ganhar experiência internacional.
Em 26 de setembro, a Comissão apresentou uma estratégia intitulada «Promover os setores culturais e criativos ao serviço do crescimento e do emprego na UE». O seu objetivo é aumentar o potencial de exportação destes setores, assim como maximizar os seus benefícios indiretos para outras áreas tais como a inovação, as TIC e a reabilitação urbana. A estratégia preconiza medidas para impulsionar o desenvolvimento de competências, o acesso ao financiamento, a promoção de novos modelos empresariais, a captação de audiências, o acesso a mercados internacionais e a melhoria das ligações com outros setores.
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
segunda-feira, 16 de julho de 2012
EU kicks off negotiations over regional funding budget
EU institutions officially launched negotiations on the 12th of July on the amount of regional funding that will come under the bloc's next seven-year budget (2014-2020).
Tough debates lie ahead, including whether to subsidise oil and gas distribution networks.
EU kicks off negotiations over regional funding budget | EurActiv
Tough debates lie ahead, including whether to subsidise oil and gas distribution networks.
EU kicks off negotiations over regional funding budget | EurActiv
sábado, 28 de abril de 2012
Como pode uma entidade privada beneficiar dos programas de cooperação externa da UE?
Como pode uma entidade privada beneficiar dos programas de cooperação externa da UE? (PDF 1,51 MB)
Carlos Matoso Filipe
Direção Geral do Desenvolvimento e Cooperação – EuropeAid (DG DEVCO)
Carlos Matoso Filipe
Direção Geral do Desenvolvimento e Cooperação – EuropeAid (DG DEVCO)
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Portugal tem três mil milhões de euros para atribuir
O envelope inclui 1,76 mil milhões em Fundo Social Europeu e 1,24 em Fundo de Coesão e FEDER.
Portugal tem cerca de três mil milhões de euros em fundos estruturais e de coesão para atribuir a projectos até fim de 2013 e gastar até final de 2016. Os valores, que foram avançados sexta-feira pelo porta-voz da política regional da Comissão Europeia, depois de consultar as autoridades nacionais, incluem 1,76 mil milhões em Fundo Social Europeu (FSE) e 1,24 mil milhões em Fundo de Coesão e FEDER (para o desenvolvimento regional).
O valor fica muito abaixo das somas que o Governo terá reprogramado com a Comissão Europeia (cerca de 15 mil milhões) que, segundo este porta-voz, Ton Van Lierop, incluiria toda a despesa não executada.
Estes três mil milhões correspondem à fatia portuguesa dos 104 mil milhões de euros (82 de fundos estruturais e coesão e 22 de FSE) do envelope financeiro total da UE (2007/13) que ainda não foram comprometidos a projectos, e que os líderes querem reorientar na óptica de três prioridades:
Portugal tem três mil milhões de euros para atribuir | Económico
Portugal tem cerca de três mil milhões de euros em fundos estruturais e de coesão para atribuir a projectos até fim de 2013 e gastar até final de 2016. Os valores, que foram avançados sexta-feira pelo porta-voz da política regional da Comissão Europeia, depois de consultar as autoridades nacionais, incluem 1,76 mil milhões em Fundo Social Europeu (FSE) e 1,24 mil milhões em Fundo de Coesão e FEDER (para o desenvolvimento regional).
O valor fica muito abaixo das somas que o Governo terá reprogramado com a Comissão Europeia (cerca de 15 mil milhões) que, segundo este porta-voz, Ton Van Lierop, incluiria toda a despesa não executada.
Estes três mil milhões correspondem à fatia portuguesa dos 104 mil milhões de euros (82 de fundos estruturais e coesão e 22 de FSE) do envelope financeiro total da UE (2007/13) que ainda não foram comprometidos a projectos, e que os líderes querem reorientar na óptica de três prioridades:
- PME;
- Combate ao desemprego jovem;
- Mercado interno.
Portugal tem três mil milhões de euros para atribuir | Económico
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